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Maciça, MDF, MDP e tamburato têm variações de cor, textura e acabamento

Seja no piso, no forro, no teto, na porta, entre outras propostas, existe uma madeira ideal para cada canto da casa. No geral, pensamos na Maciça, no MDF, no MDP e no Tamburato, mas qual a diferença? Algumas, nota-se facilmente, outras nem tanto. Tudo depende de qual tendência deseja comunicar e/ ou explorar – rústico, contemporâneo, moderno, industrial e outros. Pensando na gama de opções e variações de texturas e nomenclaturas à disposição, resolvemos criar uma espécie de GUIA para ajudar na hora da compra e da decoração da casa.

Madeira maciça:

Com uma boa durabilidade e baixo impacto ambiental, a madeira maciça é bastante versátil e facilmente moldada a qualquer formato de produto: cômodas, mesas, criado- mudo e buffet. É um tipo de madeira com efeito rústico e, o melhor, facilmente adaptável aos todos os tipos de revestimento disponíveis no mercado, como vernizes e ceras.

MDF:

Muito utilizado na confecção de cômodas, aparadores, racks e outros móveis, o MDF é composto por fibras que parecem fios de madeira agrupados em camadas. Possui uma superfície plana e lisa, que permite ser recortada e ganhar formas variadas, como curvas e outros desenhos.

MDP:

Por ser um aglomerado de partículas, o MDP tem uma densidade maior que o DMF e por isso acaba sendo mais resistente. Por essa razão, estão sempre presentes em móveis grandes e robustos, como Guarda-roupa, racks, estantes e adegas. Tem custo inferior ao MDF, chegando a ser 30% mais barato.

Tamburato:

Ideal para fabricação de produtos que exijam espessura grossa, como mesas laterais, criados-mudos, escrivaninhas, entre outros, o Tamburato é um painel composto por partículas finas de madeira prensada, com bastante estabilidade e frequentemente usado em peças com formatos retos, lineares e horizontais.

Compensado:

Muito utilizado para assentos que serão revestidos, o compensado é um painel com lâminas de madeira, composto de numerosas camadas, coladas entre si por um adesivo. Resistente, seu uso é também comum em mesas, prateleiras, estantes e racks.

 

Fonte: Terra

Oportunidades abertas pela popularização da impressão 3D e outras formas de fabricação digital, antes só disponíveis em empresas especializadas, estão acessíveis a qualquer pessoa

Gerações de fãs cresceram assistindo ao capitão Kirk e aos tripulantes da nave interplanetária Enterprise, na série Star Trek, materializarem no “food replicator” drinks e pratos elaborados em segundos. Embora as novas tecnologias ainda não permitam produzir instantaneamente bebida e comida ao toque de um botão, a realidade é que a impressão 3D de substâncias comestíveis, como chocolate e massas, já é uma ideia possível há alguns anos. Mais recentemente, no remake de outro clássico da ficção científica, a série Perdidos no Espaço, a espaçonave Júpiter 2 aparece equipada com uma sofisticada impressora 3D utilizada, já nos primeiros episódios, para produzir ferramentas, componentes da nave e até uma arma letal.

No mundo real, as oportunidades abertas pela popularização da impressão 3D e outras formas de fabricação digital são inegáveis, já que, por meio delas, processos avançados de manufatura, anteriormente só disponíveis em empresas de alta tecnologia, passaram a estar acessíveis a qualquer ser humano mortal.

Fala-se com entusiasmo, até certo ponto justificável, que o mundo testemunha, neste início de século 21, a Terceira Revolução Industrial, provocada pela crescente disseminação das ferramentas digitais. Diz-se que a partir de agora será possível produzir em casa grande parte dos objetos que anteriormente só se podia adquirir em lojas.

Os equipamentos que tornaram possível a realização dessa tecno-utopia são as máquinas de comando numérico computadorizado (CNC), que seguem, via de regra, o mesmo princípio tecnológico: guiar por meio de um computador os movimentos de um equipamento eletromecânico informatizado, com o auxílio de um software. Com base nesse conceito, máquinas de corte a laser, impressoras 3D e fresadoras, entre outros dispositivos, alimentam nos dias atuais a proposta de uma cultura maker, ou “cultura do fazer”, que aparece como um revival da contracultura que, nos anos 1960 fez do “faça você mesmo” uma de suas marcas mais conhecidas.

As transformações causadas pela fabricação digital já são visíveis no dia a dia, por meio de objetos produzidos em espaços físicos apresentados como makerspaces, locais identificados com a cultura maker. Esses espaços são laboratórios (como os Fab Labs, rede mundial de fábricas digitais) dedicados a produzir diferentes tipos de inovação, relacionadas a imaginários utópicos, mas também ideologias nem sempre perceptíveis.

Um dos personagens centrais da Cultura Maker, Neil Gershenfeld, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e criador dos Fab Labs, afirma que a fabricação digital permitirá aos indivíduos projetar e produzir objetos tangíveis sob encomenda, onde e quando precisarem deles, concluindo que o acesso generalizado a essas tecnologias desafiará os modelos tradicionais de negócios, cooperação internacional e educação.

Apesar do entusiasmo que move os makers e as aspirações de Gershenfeld, no entanto, assiste-se também ao surgimento e ao crescimento em escala global daquilo que estudiosos chamam de “cyberproletariado”. Nesse sentido, uma reflexão para o universo maker vem de um dos mais notáveis cientistas de todos os tempos, Stephen Hawking (1942-2018), que em um de seus últimos posts no site de mídia social Reddit.com comentou: “Todos podem desfrutar de uma vida de luxo e prazer se a riqueza produzida pelas máquinas for compartilhada, ou a maioria das pessoas pode acabar miseravelmente pobre. (…) Até agora, a tendência parece ser a segunda opção, com a tecnologia levando a uma desigualdade cada vez maior”.

Desde 2016, São Paulo conta com a maior rede pública de laboratórios de fabricação digital do mundo, a rede municipal Fab Lab Livre SP. É interessante notar como a democratização do acesso às tecnologias avançadas presentes em locais como esse passou a ser encarada como um direito social adquirido. Essa iniciativa mostra-se como o primeiro e grande passo para a utilização dos laboratórios em sua, talvez, maior potencialidade: a inovação social participativa, descentralizada e articulada com outros atores do poder público e da sociedade civil.

Repensar o papel da tecnologia no contexto de países como o Brasil implica compreender como as ferramentas de fabricação digital podem coadjuvar processos sociais na solução de problemas reais que são, em grande parte, vinculados ao território e à escala local. Caso contrário, como reflete Gui Bonsiepe, um dos mais conhecidos designers e teóricos do mundo, referindo-se às impressoras 3D: “Não se pode excluir a possibilidade de que se termine em uma fabricação massiva de bibelôs”.

Fonte: Gauchazh